Cresce o número de mães que chegam ao consultório procurando por psicoterapia para suas crianças. Muitas vezes vem encaminhadas pela escola, mas tem aquelas que procuram o serviço antes mesmo que algum profissional o faça, dizendo perceber que algo não está legal.
Crianças agitadas, ansiosas, agressivas, desatentas, impulsivas, hiperativas, com algum transtorno específico, que tem dificuldade de lidar com as regras e com a aprendizagem...inúmeros são os motivos que fazem com que os sujeitos frequentem estes espaços. E como é feito o atendimento com este público?
A fala é uma ferramenta muito importante no processo, no entanto, muitas crianças não sabem ainda colocar em palavras aquilo que estão sentindo e pensando. Outras não podem falar sobre determinados assuntos e respeitam estes pactos, além de ficar um encontro monótono, para elas que nem entendem o motivo que as levaram até este ambiente. Cabe ao psicoterapeuta perceber quais são as suas preferências e trabalhar através do lúdico, pois é na brincadeira que a criança se expressa e aprende.
São utilizados brinquedos, histórias, músicas, desenhos, qualquer instrumento que faça a ponte entre o real e o imaginário. Demonstrando suas angustias e seus medos, assim como as relações estabelecidas, possibilitando avaliação situacional e intervenção pontual.

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