segunda-feira, 1 de abril de 2019

Dia Mundial de Conscientização do Autismo.



O dia 02 de Abril foi consagrado como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a intenção de chamar a atenção para a importância de conhecer e tratar este transtorno que atingia, em 2010, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a própria organização. 
Algumas construções, como o Monumento às Bandeiras e o Cristo Redentor, são iluminadas de azul em comemoração neste dia. Esta cor foi eleita por o autismo ter maior prevalência em meninos.
Embora o início de seu desenvolvimento se dê na infância, persiste por toda a vida. É preciso que o diagnóstico seja correto e realizado o quanto antes para amenizar os prejuízos que esta criança possa vir a ter, mas para isso, além do diagnóstico, é necessário investimento em setores públicos a fim de proporcionar inclusão em terapias, serviços de saúde, planos educacionais, entre outros passos de grande relevância para a eficácia do tratamento.
Seguindo a tendência atual, a ONU passou a enquadrar o TEA como um diagnóstico único, substituindo as categorias usadas dentro deste espectro, que eram vistas como barreiras para o acesso ao tratamento.
Embora haja diversos estudos que apontem para a base genética, na qual um conjunto de genes é envolvido, como um forte fator causador, não é de conhecimento ainda quais são os genes envolvidos nem os riscos ambientais que potencializam o autismo, já que ele não é totalmente genético.
Tem comprometimento significativos a nível de comunicação e interação social, além de diferentes padrões de comportamento e interesse restrito, repetitivo e inflexível que variam em níveis de acordo com a necessidade de apoio requerida.
Para tanto, faz parte da rede de profissionais deste público, psicólogo comportamental, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagogo e especialistas em terapias alternativas, como musicoterapia, equoterapia, hidroterapia, entre outras.
Dentro deste trabalho multidisciplinar, o psicólogo comportamental vai mapear as questões emocionais, ajudar a reduzir comportamentos inadequados e treinar as habilidades sociais, além de acolher e orientar a família.
É um diagnóstico difícil, principalmente por envolver patologias diferentes como comorbidade. Contudo, é capaz de não só atenuar os comprometimentos, mas favorecer à maior autonomia e bem-estar.
Cristiane Santana




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