O
dia 02 de Abril foi consagrado como o Dia Mundial de Conscientização do
Autismo pela Organização das Nações Unidas (ONU) com a intenção de chamar
a atenção para a importância de conhecer e tratar este transtorno que atingia,
em 2010, cerca de 70 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a própria
organização.
Algumas
construções, como o Monumento às Bandeiras e o Cristo Redentor, são iluminadas
de azul em comemoração neste dia. Esta cor foi eleita por o autismo ter maior
prevalência em meninos.
Embora
o início de seu desenvolvimento se dê na infância, persiste por toda a vida. É
preciso que o diagnóstico seja correto e realizado o quanto antes para amenizar
os prejuízos que esta criança possa vir a ter, mas para isso, além do
diagnóstico, é necessário investimento em setores públicos a fim de
proporcionar inclusão em terapias, serviços de saúde, planos educacionais, entre
outros passos de grande relevância para a eficácia do tratamento.
Seguindo
a tendência atual, a ONU passou a enquadrar o TEA como um diagnóstico único,
substituindo as categorias usadas dentro deste espectro, que eram vistas como
barreiras para o acesso ao tratamento.
Embora
haja diversos estudos que apontem para a base genética, na qual um conjunto de
genes é envolvido, como um forte fator causador, não é de conhecimento ainda
quais são os genes envolvidos nem os riscos ambientais que potencializam o autismo,
já que ele não é totalmente genético.
Tem
comprometimento significativos a nível de comunicação e interação social, além
de diferentes padrões de comportamento e interesse restrito, repetitivo e
inflexível que variam em níveis de acordo com a necessidade de apoio requerida.
Para
tanto, faz parte da rede de profissionais deste público, psicólogo
comportamental, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, psicopedagogo e especialistas
em terapias alternativas, como musicoterapia, equoterapia, hidroterapia, entre
outras.
Dentro
deste trabalho multidisciplinar, o psicólogo comportamental vai mapear as questões
emocionais, ajudar a reduzir comportamentos inadequados e treinar as
habilidades sociais, além de acolher e orientar a família.
É um
diagnóstico difícil, principalmente por envolver patologias diferentes como
comorbidade. Contudo, é capaz de não só atenuar os comprometimentos, mas
favorecer à maior autonomia e bem-estar.
Cristiane Santana

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