Durante muito tempo, a sociedade acreditou que
estar bem fisicamente era sinônimo de saúde. E aí a medicina ganha espaço, se
consolida e atravessa gerações. Até ser percebido a influência que a mente pode
ter no corpo e, com isso, a sociedade passa a buscar por outros hábitos,
atitudes e recursos para, em conjunto com a medicina, adquirir bem-estar físico,
mental e emocional. Mais tarde, viu-se que corpo e mente estão interligados e o
olhar passou a ser de forma sistêmica, quebrando esta triangulação
anteriormente formada, onde cada fator era visto e tratado isoladamente.
Outras profissões ganham destaque. E neste
caminho, a psicologia contribui em diferentes áreas de atuação, como escolas, empresas
em geral, no jurídico, no esporte, no hospital, em todos os ambientes em que
existam pessoas se relacionando.
Apesar deste conhecimento da importância em
cuidar do indivíduo como um todo, não valorizando mais um dos aspectos em
detrimento do outro, ainda há preconceitos e dúvidas de quando e quais profissionais
procurar nas diferentes situações. Se você é um destes que acredita que psicólogo
é desnecessário, que todos conseguem resolver seus problemas, que conversar com
um amigo é o suficiente para elaborar conflitos, sugiro que você leia este
texto até o final.
Comecemos pela etiologia da palavra:
psicoterapia. Psico = o que é relacionado à psiquè/ mente e Terapia =
tratamento. Provavelmente por isso, a psicoterapia é entendida como algo para
quem tem algum tipo de transtorno a ser tratado. E, durante muito tempo,
realmente foi este o objetivo do atendimento clínico.
No entanto, a ciência traz diferentes resultados
positivos em relação às psicoterapias. O processo é capaz de contribuir com o
autoconhecimento, amenizar ou extinguir desordens emocionais, treinar
habilidades, elaborar situações vividas, resolver conflitos, entre outros benefícios,
incluindo a prevenção.
Cada psicólogo vai atuar de acordo com a
abordagem teórica que mais tem afinidade. Isso fica claro nas diferentes técnicas
e formas de manejo das questões de seus pacientes. Contudo, todas elas são
válidas e reconhecidamente efetivas. Eu, particularmente, atendo baseada na Terapia
Cognitiva Comportamental, que tem o pressuposto de que eu me comporto de acordo
com o que sinto, que tem relação direta com o que penso a respeito de mim e do
mundo. E, por isso, mapear os pensamentos distorcidos faz parte da intervenção
nesta abordagem.
Por acreditar que todas as pessoas terão algum
tipo de sofrimento em algum momento da vida e que as consequências deste
sofrimento podem trazer danos e dores de grande magnitude, não convém ficar
esperando passar. Na maioria das vezes, o que era um probleminha, acaba
interferindo e prejudicando um ou mais setores da vida, a depender de vários fatores.
Nem todas as pessoas desenvolveram repertório suficiente
para resolver todo e qualquer tipo de conflito. Você é hoje o que você tem de
bagagem genética mais o que o meio te proporcionou, de acordo com a tua
percepção. Logo, você não se torna fraco por precisar de ajuda profissional.
Socializar é uma atitude comportamental capaz
de trazer inúmeros benefícios para a saúde e experiências do indivíduo. No
entanto, conversar com um amigo, apesar de positivo em muitos casos, nem sempre
será a melhor solução para resolver as tuas questões.
O psicoterapeuta, além de ter uma escuta
diferenciada, é capaz de perceber as entrelinhas daquilo que foi dito e, assim,
facilitar a reflexão e auxiliar na aquisição de estratégias para comportar-se
de acordo com seus desejos e objetivos reais.
Psicóloga Cristiane Santana
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